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Índia reforça apoio à resposta ao Ébola. Número de casos cresce na RDCongo e no Uganda

A Índia enviou o maior carregamento de ajuda médica desde o início do atual surto de Ébola em África. O reforço da resposta internacional surge numa altura em que os casos e as mortes continuam a aumentar na RDCongo e no Uganda

Lusa

A Índia enviou 43 toneladas de ajuda à União Africana (UA) para ajudar a conter a epidemia de Ébola que se regista em África desde meados de maio, anunciou esta terça-feira (2) o Governo indiano.

A pedido da UA, a Índia enviou um pacote de ajuda que inclui “equipamentos de proteção, dispositivos de diagnóstico e monitorização, ‘kits’ de transporte de amostras, material para a prevenção de infeções, medicamentos e suplementos”, indicou o Governo indiano num comunicado.

Os suprimentos deverão chegar ao Uganda e serão recebidos pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da UA.

Trata-se do segundo e maior envio de ajuda para controlar a epidemia, depois de a Índia ter enviado um primeiro pacote de 2,5 toneladas de suprimentos médicos urgentes no final de maio.

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“As nossas missões em Adis Abeba, [Etiópia], e Kampala, [Uganda], mantêm uma estreita colaboração com a Comissão da União Africana e o Africa CDC para apoiar os seus esforços de resposta ao Ébola”, declarou.

O país asiático não registou nenhum caso de Ébola, após as autoridades terem comunicado a quarentena de quatro pessoas no oeste do país devido a um caso suspeito, segundo uma mensagem publicada na terça-feira na rede social X (antigo Twitter) pelo Ministério da Saúde da Índia.

O Governo indiano pediu aos cidadãos que evitem viagens à República Democrática do Congo (RDCongo), Uganda e Sudão do Sul, e reforçou as medidas de deteção nos aeroportos internacionais e outros pontos de entrada.

Na semana passada, a Índia adiou a realização das cimeiras do Fórum Índia-África e da ‘International Big Cat Alliance'(IBCA), que se iriam realizar em junho na capital Nova Deli, devido à situação sanitária emergente em algumas partes de África.

A atual epidemia da doença do vírus Ébola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada em 15 de maio no nordeste da RDCongo.

O Uganda, país vizinho da RDCongo e do Quénia, que confirmou 11 infeções, incluindo uma fatal, é o único outro país para onde o vírus se propagou até ao momento.

A RDCongo – que faz fronteira com Angola – e o Uganda relataram 263 casos e 43 mortes confirmadas por Ébola, duas semanas após a confirmação dos primeiros casos, anunciou na segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mais de mil casos suspeitos e cerca de 250 mortes foram registados nos dois países, de acordo com um balanço do Africa CDC, a agência sanitária da União Africana (UA).

O vírus do Ébola, detetado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.

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