A Dinamarca participará na missão marítima internacional criada por França e Reino Unido para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, anunciou o governo dinamarquês na terça-feira (23).
“Isto envolverá uma contribuição que inclui um grupo de intérpretes, capacidades de drones, oficiais de estado-maior, bem como a possibilidade de mobilizar especialistas na área da cibersegurança”, declarou aos jornalistas o ministro da Defesa, Jeppe Bruus, recusando-se a fornecer mais detalhes sobre a dimensão da contribuição.
O objetivo é “reforçar a segurança marítima e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho e nas áreas circundantes”, segundo um projeto de lei apresentado ao parlamento dinamarquês, cuja aprovação é esperada até ao final da semana.
Pelo menos 37 navios de transporte de mercadorias atravessaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira, o maior volume de tráfego marítimo desde o início da guerra no Médio Oriente, de acordo com dados da empresa de monitorização marítima Kpler, quase uma semana após a conclusão de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão.
Leia também: EUA rejeitam taxas iranianas no Estreito de Ormuz após acordo de cessar-fogo. O que pode comprometer as negociações
França e Reino Unido, juntamente com outros países, propuseram uma missão internacional destinada a remover minas e garantir a segurança desta passagem estratégica, a ser destacada após a conclusão de um acordo entre os Estados Unidos e o Irão.
O memorando de entendimento, assinado na semana passada por Washington e Teerão, prevê a reabertura do estreito sem qualquer cobrança de taxas.