A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) indicou num relatório que o novo limite de crédito aprovado para PME totalizou 9,5 mil milhões de patacas (1,01 mil milhões de euros) em 2025, representando um aumento de 22% em comparação com 2024.
As aprovações dispararam no primeiro semestre antes de abrandarem no segundo, enquanto a taxa de colateralização caiu acentuadamente “devido ao maior recurso a garantias baseadas em crédito”.
“No período seguinte, a taxa caiu ainda mais para 25.7% com um número acrescido de empréstimos aprovados com garantias de crédito”, refere-se no relatório.
A expansão de negócios manteve-se como principal finalidade dos novos empréstimos, com 64.2%, seguida de novos projetos com 22%.
Leia também: Moody’s destaca solidez financeira de Macau ao manter rating Aa3
No final de dezembro de 2025, os empréstimos às PME somavam 67,3 mil milhões de patacas (7,16 mil milhões de euros), menos 13,9% face ao ano anterior.
A construção absorveu a maior fatia, 28,7 mil milhões de patacas (3,05 mil milhões de euros), seguida do comércio grossista e retalhista com 9,3 mil milhões de patacas (990 milhões de euros) e da hotelaria e restauração com 4,6 mil milhões de patacas (490 milhões de euros).
No entanto, os indicadores de qualidade dos empréstimos deterioram-se em 2025, avisou a AMCM, com os créditos vencidos a cair ligeiramente para 5,3 mil milhões de patacas (564 milhões de euros), mas a taxa de incumprimento a subir para 7,9%.
“No final de 2025, os empréstimos vencidos há três a seis meses, seis a 12 meses e mais de 12 meses totalizavam 177,9 milhões (cerca de 19 milhões de euros), 1,4 mil milhões (cerca de 149 milhões de euros) e 3,7 mil milhões de patacas (cerca de 394 milhões de euros), respetivamente”, refere-se ainda no relatório, sublinhando que mais de 70% dos créditos vencidos estavam em atraso há mais de um ano.
Os bancos apontaram a fraca credibilidade e o desempenho insatisfatório como principais razões para rejeitar pedidos de crédito de PME no segundo semestre de 2025.
A “fraca credibilidade” das PME liderou a lista de razões para recusar empréstimos, com o “desempenho insatisfatório” em segundo lugar, segundo o inquérito.