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China defende reforço da ONU para evitar que prevaleça “lei da selva” no mundo

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu o reforço das Nações Unidas e do multilateralismo num contexto de crescente instabilidade global, para evitar que prevaleça a “lei da selva”

Lusa - China

Wang expressou esta posição durante um encontro em Pequim com a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Perante um cenário internacional marcado por tensões crescentes e pela adoção de abordagens baseadas na força por alguns países, “é necessário manter o rumo correto da unidade e da cooperação e não permitir que prevaleça a lei da selva”, afirmou Wang, citado no comunicado.

O diplomata considerou que a organização e o multilateralismo enfrentam “sérios desafios” e alertou contra a hegemonia, a intimidação e a imposição da vontade do mais forte, defendendo antes um sistema baseado na equidade e na justiça.

Wang descreveu a Assembleia Geral da ONU como a principal plataforma para a prática do multilateralismo e assegurou que a China continuará a defender este sistema internacional, promovendo o desenvolvimento comum e reforçando a governação global.

Leia também: China apela à estabilidade no Médio Oriente

Baerbock agradeceu o apoio da China às Nações Unidas e destacou o seu “papel fundamental” como membro fundador e permanente do Conselho de Segurança na defesa do direito internacional, segundo o mesmo comunicado.

“Perante a crescente pressão sobre o multilateralismo e os ataques diretos à Carta da ONU, os países devem unir-se mais do que nunca para apoiar a organização”, afirmou.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, Pequim tem apelado a uma solução negociada, apoiando iniciativas que contribuam para reduzir tensões, e defendendo que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel de desanuviamento e não “compactuar com atos de guerra ilegais”.

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

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