A detenção ocorreu no domingo, e os suspeitos foram apresentados hoje ao Ministério Público. Segundo as fontes, trata-se de uma mulher luso-guineense de 50 anos e de um homem cidadão sueco de 53 anos, que incorrem na prática de crime de atentado à saúde pública.
O casal terá sido surpreendido pela PJ numa casa arrendada na comunidade de Bôr, nos arredores de Bissau, enquanto alegadamente praticava tratamentos para doenças infectocontagiosas. As autoridades indicam que os suspeitos atraíam pacientes através de anúncios nas redes sociais, cobrando cerca de 100 mil francos CFA (aproximadamente 150 euros) para cidadãos da Guiné-Bissau e até 18 mil euros para doentes estrangeiros.
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A polícia sublinha que nenhum dos detidos possui habilitação legal para exercer atividade médica. O casal tem dois filhos menores, que foram encaminhados para a tutela do centro de acolhimento de crianças Aldeia SOS, em Bissau.
Ainda não é possível quantificar o número de pessoas lesadas pelos supostos tratamentos fraudulentos, mas organizações e ativistas locais já tinham denunciado a atuação do casal, incluindo confrontos públicos nas redes sociais.
A mulher detida, que comunica em crioulo guineense e português, desafiava frequentemente qualquer interessado a experimentar os tratamentos alegadamente eficazes que o casal afirmava oferecer para diversas doenças, incluindo o HIV.