O público conhece, por intermédio da comunicação social, a académica, a mulher investida em funções públicas e, sobretudo, a Vice-Presidente da República. Como é que apresentaria, na primeira pessoa, a cidadã Esperança da Costa?
É para nós, também, uma grande oportunidade poder estar convosco, conhecer-vos e poder falar um bocado, neste mês que é de todas nós, mas também é do Pai. Somos servidores públicos, servidores do povo e é sempre uma oportunidade também para nós podermos conversar um bocado e perceber melhor a vossa vida no âmbito da comunicação social e poder dirigir-me ao povo angolano.
A cidadã Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa é angolana, é casada e nasceu em Luanda, no Bairro Nelito Soares. Fez os seus estudos primários em Luanda, na Escola 227, os estudos secundários na Escola General Geraldo Victor, na Vila Alice.
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Depois, ingressou no Liceu Feminino, o antigo Liceu Dona Guiomar de Lencastre, hoje Nzinga Mbande, até passar para a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, na altura, Universidade de Angola, onde fez o PUNIV Curto em 1978. Fez a graduação, portanto, a licenciatura em Biologia. Sou bióloga. Depois fiz uma pós-graduação, a parte curricular do mestrado na Universidade Técnica de Lisboa, mais precisamente no Instituto Superior de Agronomia.
Devia ter continuado e elaborado a dissertação de mestrado, mas convidaram-me para, em vez disso, conduzir pesquisas e elaborar uma tese de doutoramento. Então continuámos, fizemo-lo e fomos bem-sucedidos. Terminámos o doutoramento na Universidade Técnica de Lisboa. Sou conhecida por ser docente universitária.
Como é que uma figura eminentemente académica se notabiliza na área política?
Esta é uma grande trajectória. Da academia tivemos uma progressão e fomos contactados muito cedo. Ainda era eu monitora, estava no quarto ano da licenciatura em Biologia, quando houve um grande êxodo dos quadros e professores da universidade…