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China alerta para riscos de segurança do agente de IA ‘OpenClaw’

O ministério chinês da Segurança do Estado advertiu hoje para riscos de segurança associados ao uso do agente de inteligência artificial de código aberto 'OpenClaw', que se tornou recentemente um fenómeno entre programadores e utilizadores chineses

Lusa - China

Num artigo publicado na sua conta oficial na rede social WeChat, o organismo descreveu o funcionamento do sistema, conhecido popularmente no país como “xiaolongxia” (“lagosta”, devido ao ícone vermelho do sistema com a forma do crustáceo).

O ministério assinalou que, para permitir que o sistema “consiga completar tarefas”, os utilizadores costumam conceder-lhe permissões elevadas, o que pode facilitar que atacantes obtenham controlo remoto do dispositivo ou acedam a informação sensível nele armazenada, podendo gerar riscos de cibersegurança se for utilizado sem as devidas precauções.

O organismo alertou também que estes programas podem lidar com dados pessoais ou empresariais sensíveis e que, caso sejam comprometidos, poderão provocar fugas de informação ou ser utilizados para “gerar e difundir informação falsa” nas redes sociais.

O aviso oficial de segurança digital do principal órgão de inteligência chinês assegurou que alguns complementos ou extensões podem conter vulnerabilidades ou ser utilizados para introduzir código malicioso capaz de contornar controlos de segurança e aceder à informação armazenada no computador.

O guia recomenda aos utilizadores que limitem as permissões concedidas ao sistema, verifiquem a origem dos complementos instalados, mantenham registos de atividade e executem o sistema em ambientes isolados – como máquinas virtuais ou ‘sandboxes’ – para reduzir possíveis riscos.

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Este tipo de agentes de IA pode executar diretamente tarefas num sistema informático, gerir ficheiros, redigir emails ou navegar na internet a partir de instruções do utilizador, o que representa uma evolução em relação aos modelos conversacionais tradicionais.

O ‘OpenClaw’, criado pelo programador austríaco Peter Steinberger, difundiu-se rapidamente nas comunidades tecnológicas chinesas nas últimas semanas, onde utilizadores partilham guias de instalação e tutoriais para implementar este tipo de agentes capazes de executar tarefas automaticamente em computadores pessoais ou servidores.

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Em paralelo, organismos chineses de cibersegurança alertaram para o rápido crescimento do sistema e para os seus potenciais riscos, indicando que existem mais de 200.000 instâncias ativas de ‘OpenClaw’ na internet, das quais cerca de 23.000 encontram-se na China.

Reguladores e órgãos de comunicação estatais também têm advertido para os possíveis riscos do sistema, e algumas agências governamentais e empresas estatais recomendaram aos seus funcionários para não o instalem em dispositivos de trabalho.

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