Um tribunal militar chinês condenou esta quinta-feira (7) dois antigos chefes da Defesa por crimes de corrupção, numa decisão que os afasta definitivamente da vida pública e reforça a ofensiva de Pequim contra práticas ilícitas no seio das Forças Armadas.
Os chefes, apelidados de Wei e Li, ocuparam alguns dos cargos mais elevados da estrutura política e militar chinesa, tendo sido membros da Comissão Militar Central, conselheiros de Estado e ministros da Defesa. A severidade das penas evidencia a postura intransigente das autoridades face a crimes financeiros no topo da hierarquia militar.
O tribunal considerou Wei culpado de aceitar subornos, enquanto Li foi condenado por aceitar e também por oferecer subornos, o que resultou numa pena agravada pela multiplicidade de crimes, de acordo com a agência oficial Xinhua.
Ambos foram condenados à pena de morte com suspensão por dois anos, uma sanção que, na prática, é normalmente comutada para prisão perpétua após esse período. Além disso, foram privados dos direitos políticos para toda a vida e tiveram todos os bens pessoais confiscados.
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O tribunal determinou ainda que, após a comutação da pena, os arguidos cumprirão prisão perpétua sem possibilidade de redução da pena ou liberdade condicional, garantindo que permanecerão encarcerados até ao fim da vida.
As sentenças foram proferidas “em conformidade com a lei”, no âmbito de processos conduzidos pelo sistema de justiça militar, tendo em conta o estatuto elevado que ambos detinham nas Forças Armadas, segundo a Xinhua.
As decisões encerram definitivamente os processos judiciais contra Wei e Li, marcando um momento significativo na campanha chinesa de combate à corrupção no setor militar.