“Esta não é apenas a celebração de uma década ou de um quarto de século, mas uma celebração com um simbolismo muito particular. Vamos celebrar 24 anos de independência, um período equivalente à duração da luta pela independência”, afirmou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro discursava na cerimónia para assinalar o 12.º aniversário da criação da Polícia Científica e de Investigação Criminal, que decorreu em Díli.
Timor-Leste restaurou a independência a 20 de maio de 2002, depois da realização de um referendo a 30 de agosto de 1999, que pôs fim à ocupação por parte da vizinha Indonésia.
“É tempo de fazermos uma pausa, olharmos para trás e refletirmos. Refletirmos sobre o que a independência representa na vida de cada cidadão timorense, sobre aquilo que já conseguimos alcançar e que nos enche de orgulho, sobre as áreas em que falhámos ou onde ainda não atingimos o que é necessário e, sobretudo, definirmos a visão necessária para o futuro”, disse Xanana Gusmão.
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Salientando que Timor-Leste é atualmente um país pacífico e estável e uma sociedade livre e democrática, Xanana Gusmão salientou, contudo, que a construção do Estado “não se limita ao hastear da bandeira, nem à criação de instituições”.
“Esses momentos representaram apenas o início dos nossos passos num longo processo, que enfrenta sempre desafios. Desafios internos e inerentes a cada país, bem como desafios decorrentes do contexto mundial”, afirmou.
No discurso, o primeiro-ministro destacou que o setor da justiça continua a enfrentar “grandes desafios”, principalmente ao nível de formação de recursos humanos, e que a reforma é uma das prioridades do seu Governo. “Mas estas reformas não podem ser impostas por decreto nem apenas pela lei. Exigem, acima de tudo, para o seu sucesso, compromisso e dedicação das pessoas que integram estas instituições”, salientou Xanana Gusmão.
No discurso, o primeiro-ministro destacou que a criação da Polícia Científica e de Investigação Criminal foi um “grande passo para o desenvolvimento do setor da justiça” e agradeceu aos parceiros internacionais, em particular, o apoio de Portugal e da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa.