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Timor-Leste reforça policiamento em todo o país devido a violência

O Governo de Timor-Leste aprovou hoje (13), em reunião do Conselho de Ministros, uma resolução a reforçar o patrulhamento da polícia em todo o território nacional, na sequência do registo de violência em vários locais

Lusa

“Esta decisão surge na sequência dos incidentes de violência registados nas últimas semanas em diversas partes do país, envolvendo grupos de jovens e com consequências graves para a integridade física de cidadãos, para a propriedade privada e para a estabilidade das comunidades afetadas”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O último incidente registado ocorreu no município de Lautém (leste), no domingo (10), onde um confronto envolvendo um grupo de jovens poderá ter provocado a morte de um cidadão.

“O Governo condena, de forma inequívoca e veemente, todos os atos de violência e de destruição de bens que tenham resultado em perda de vidas humanas, em ofensa à integridade física de cidadãos ou em danos no património privado, independentemente dos seus autores ou da sua motivação”, salienta o executivo, liderado por Xanana Gusmão.

O reforço do patrulhamento policial deve ser feito em todo o território timorense, principalmente em zonas e horários com maior concentração de jovens, segundo a resolução.

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As autoridades apelam também à colaboração dos líderes comunitários na comunicação de situações abrangidas pela suspensão das atividades ligadas às artes marciais e rituais.

“As autoridades municipais, a região administrativa especial de Oecussi a autoridade administrativa de Ataúro devem assegurar a transmissão imediata destas informações às autoridades policiais competentes”, salienta o comunicado.

O Governo reiterou também a suspensão temporária, em todo o território nacional, das atividades coletivas de ensino, aprendizagem e prática de artes marciais e de artes rituais, bem como o encerramento dos espaços destinados a essas atividades.

“Esta medida tem caráter excecional, proporcional e preventivo, com o objetivo de interromper a utilização instrumentalizada dessas atividades como contexto de organização de atos violentos”, pode ler-se no comunicado.

O executivo timorense já tinha prolongado, em dezembro de 2025, até junho deste ano a suspensão do ensino, aprendizagem e prática de artes marciais, bem como o encerramento dos locais e instalações destinados ao seu ensino.

O Governo determinou a suspensão do ensino, aprendizagem e práticas de artes marciais em novembro de 2023, na sequência de graves incidentes registados em todo o território timorense, que provocaram pelo menos quatro mortos e 26 feridos.

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