Num comunicado publicado no seu portal oficial, a OCX sublinhou “a necessidade de garantir a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irão” e manifestou apoio a que todas as partes “atuem com moderação e ponham termo imediato a ações que possam agravar a situação”.
“Os Estados-membros da OCX instam firmemente as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a adotarem medidas imediatas para enfrentar ações que minam a paz e a segurança internacionais”, refere o texto.
Os países da organização expressaram ainda “as mais sinceras condolências às famílias das vítimas dos ataques” e estenderam “solidariedade e apoio ao Governo e ao povo iranianos”.
No fim de semana, o grupo já tinha apresentado condolências às autoridades iranianas pela morte do líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.
A Organização de Cooperação de Xangai, que não dispõe de cláusulas de defesa mútua como a NATO, integra China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, reunindo cerca de 40% da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, como Egito, Turquia, Myanmar e Azerbaijão.
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Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com os Estados Unidos, várias posições no Irão, alegando pretender destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, mais de 555 pessoas morreram na república islâmica na sequência dos ataques, incluindo 180 num bombardeamento contra uma escola na cidade meridional de Minab.