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Macau regula vendas de “habitações de troca” na Areia Preta

Dos mais de 1.900 pedidos recebidos em 2019, 1.700 candidatos foram aceites para adquirir habitações no Lote P, na Areia Preta, mas até 8 de fevereiro, apenas 338 unidades foram efetivamente vendidas

Plataforma com TDM

O Governo registou, em 2019, mais de 1900 pedidos, tendo aceitado cerca de 1700 candidatos, mas apenas 338 unidades acabaram por ser vendidas, segundo dados avançados pela Macau Renovação Urbana à TDM. Os requerentes puderam comprar unidades de “habitação de troca” pelo preço das unidades em planta adquiridas nesse ano, uma vez que o terreno onde tinham comprado casa tinha revertido para o Governo por falta de cumprimento dos prazos de desenvolvimento.

Chan Ian Ian, coordenadora-adjunta do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte, explicou que a discrepância entre os pedidos e as aquisições efetivas se deve às mudanças significativas na conjuntura económica atual. “Acredito que isto se deve a considerações dos proprietários do mercado privado, bem como a uma alteração na procura geral do mercado imobiliário de Macau, afetando as decisões de compra destes proprietários”, afirmou à TDM.

No ano passado, especialistas do setor imobiliário salientaram que, devido à queda significativa dos preços dos imóveis provocada pela pandemia e às maiores opções disponíveis aos residentes, as vendas de habitações para troca não se mostravam animadoras. O Governo pretende, por isso, estudar a expansão da utilização deste tipo de habitação, procurando responder à procura ainda existente.

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“A procura futura de habitação na sociedade precisa de ser planeada ao longo do tempo. Isto requer consenso social e acredito que o Governo vai ouvir as opiniões. Em Macau, incluindo alguns projetos de renovação urbana, há exigência para a substituição de determinadas unidades”, acrescentou Chan Ian Ian.

De acordo com as regras vigentes, a compra de habitação para troca é permitida apenas a pessoas singulares cujos imóveis estejam previstos para demolição ou cujo terreno tenha sido declarado perdido a favor da administração e não possam regressar à casa de origem. O Governo e a Macau Renovação Urbana comprometem-se a procurar soluções que respondam às necessidades dos proprietários e garantam uma gestão ordenada dos recursos habitacionais da RAEM.

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