As diligências visam a recolha de prova e são direcionadas a responsáveis da Carris e da empresa de manutenção Main Maintenance Engineering / MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda., que estava contratada para a manutenção do ascensor histórico.
O caso remonta ao trágico acidente registado a 3 de setembro de 2025, quando o veículo do Elevador da Glória descarrilou no percurso da Calçada da Glória, provocando 16 vítimas mortais identificadas oficialmente pela PJ e dezenas de feridos. Entre as vítimas havia cidadãos de várias nacionalidades, incluindo portugueses, britânicos, canadianos, sul-coreanos, suíços, ucranianos, norte-americanos e um francês.
Desde então, a investigação envolveu perícias no local e recolha de indícios, conduzida também pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários em colaboração com a PJ e outras entidades.
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Em setembro de 2025, após o acidente, a Carris garantiu que a manutenção era assegurada “escrupulosamente” por uma empresa externa há mais de uma década, incluindo inspeções e trabalhos periódicos de revisão, mas a investigação criminal e técnica procurou apurar se houve falhas na manutenção ou na gestão dos protocolos de segurança.
A operação em curso visa, sobretudo, a recolha de provas que possam esclarecer eventuais responsabilidades individuais ou institucionais ligadas à gestão e manutenção do elevador, numa fase em que a investigação ainda não concluiu todos os aspetos técnicos e legais sobre as causas do acidente.