O Governo está a planear a construção da Zona Internacional Integrada de Turismo e Cultura Integrados de Macau. Os 3 principais equipamentos incluem o Museu Nacional de Cultura, o Centro Internacional de Artes Performativas e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. No documento de consulta, refere-se ainda a promoção da formação de talentos para o setor dos museus, criando novas oportunidades de emprego. É desejável que as autoridades iniciem cedo o planeamento e a formação de recursos humanos, integrem as bases de dados existentes e apoiem a participação de instituições e profissionais da criação cultural e artística locais, para que o setor e os trabalhadores de Macau possam envolver-se no desenvolvimento da indústria do turismo e da cultura.
Nos últimos 10 anos, o Governo tem dado maior importância ao apoio às indústrias culturais e criativas. Segundo as estatísticas das Indústrias Culturais de Macau de 2024, existiam 2.868 entidades em funcionamento e 14.884 trabalhadores. Em 2024, as receitas de serviços do setor aumentaram 12.7%, atingindo 9,73 mil milhões de patacas, e o valor acrescentado bruto subiu 4.7%, para 3,01 mil milhões de patacas.
Tanto o desenvolvimento atual das atividades culturais e de espetáculos como a futura construção da zona exigem talentos diversificados: criação artística (artes performativas, artes visuais, música, cinema), áreas profissionais da indústria cultural (edição, marketing, entretenimento digital, colecionismo de arte), gestão e administração cultural, educação artística, bem como profissionais interdisciplinares com inovação e visão internacional, como curadores e pessoas familiarizadas com o mercado internacional. É necessário formar mais talentos locais de elevada qualidade e aumentar cursos de ensino superior ligados às indústrias culturais.
Quanto às necessidades de pessoal, recomenda-se que o Conselho de Desenvolvimento de Talentos atualize e detalhe, conforme a realidade, as profissões em falta no “Programa para Quadros Altamente Qualificados das Indústrias Cultural, Desportiva e Outras Indústrias” (3.ª fase), definindo planeamento a curto, médio e longo prazo e apoiando os jovens interessados na área a prepararem a sua carreira.
Além disso, há falta de espaços para ensaios e atividades culturais na comunidade. Ao criar mais grandes espaços de espetáculos, o Governo deve também abrir, integrar e libertar recursos de espaços culturais existentes, permitindo o seu uso pelos residentes, reforçando a diversidade e a divulgação das artes comunitárias e promovendo o desenvolvimento contínuo das atividades culturais para o público.