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Bruxelas quer taxar pequenas encomendas da China já em 2026

Cerca de 4,6 mil milhões de pacotes com valor inferior a 150 euros entraram no mercado europeu em 2024 – o equivalente a mais de 145 por segundo – dos quais 91% provenientes da China.

A União Europeia pretende começar a taxar, já em 2026, pequenos pacotes importados da China, antecipando o fim da isenção aduaneira face ao crescimento exponencial deste comércio e à concorrência desleal.

Cerca de 4,6 mil milhões de pacotes com valor inferior a 150 euros entraram no mercado europeu em 2024 – o equivalente a mais de 145 por segundo – dos quais 91% provenientes da China, segundo dados citados por fontes comunitárias.

Há um mês, os ministros das Finanças dos 27 Estados-membros aprovaram o fim da isenção de taxas alfandegárias sobre este tipo de encomendas, independentemente do país de origem, mas com foco claro no combate ao afluxo de produtos de baixo custo da China, vendidos em plataformas como Shein, Temu ou AliExpress, muitas vezes sem respeitarem as normas europeias.

A medida já fazia parte da reforma da União Aduaneira, que só deverá entrar plenamente em vigor em 2028, mas os líderes europeus querem agora acelerar o calendário e implementar uma solução transitória “simples e provisória” a partir de 2026.

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