As equipas de emergência continuam a trabalhar em condições extremas, entre fumo intenso, calor e estruturas instáveis, à procura de sobreviventes. Até ao momento, mais de 900 moradores foram evacuados e alojados em abrigos temporários. O número de desaparecidos permanece elevado, com famílias desesperadas à espera de notícias.
O fogo terá propagado-se rapidamente devido aos andaimes de bambu e redes plásticas verdes utilizados nas obras de renovação do complexo. Três responsáveis da empresa de construção foram detidos — dois diretores e um consultor de engenharia — sob suspeita de homicídio por negligência grave. O uso de bambu em andaimes, tradicional em Hong Kong, está agora sob forte escrutínio devido aos riscos de segurança.
A tragédia reacendeu o debate sobre normas de construção e segurança nos edifícios residenciais em altura. Autoridades anunciaram inspeções urgentes em empreendimentos em obras por toda a cidade.
Famílias continuam a viver num clima de angústia e incerteza, aguardando notícias sobre os desaparecidos. O elevado número de vítimas mortais e desaparecidos reforça a necessidade urgente de reforço das medidas de segurança na habitação, especialmente em edifícios altos.
As operações de resgate continuam, e as autoridades apelam à calma, paciência e colaboração das famílias para ajudar na identificação de vítimas e agilizar os trabalhos de salvamento.