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Acordou o país esta quinta-feira com a notícia difícil de aceitar: Almeno Gonçalves morreu aos 66 anos, deixando no teatro e a televisão nacional um silêncio que não se apaga com o tempo. Há partidas que parecem rasgar a rotina – e esta é uma delas. A sua voz, firme e quente, habituada às exigências do palco, calou-se durante a madrugada. Mas o eco do que deixou continua, como se cada personagem que interpretou nos lembrasse agora de que a arte, afinal, também se faz de ausência.
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