De acordo com informações divulgadas esta segunda-feira pelo jornal Observador, as interceções telefónicas integraram uma investigação que decorreu durante cerca de um ano e que permitiu às autoridades acompanhar uma operação organizada de distribuição de estupefacientes na Grande Lisboa. A rede abastecia regularmente uma carteira de clientes diversificada, que incluía figuras públicas, participantes de programas de televisão, profissionais de várias áreas e empresários.
Segundo o acórdão, José Carlos Pereira foi identificado em chamadas telefónicas com o líder da rede. Já Marta Gil surge associada a várias conversas analisadas no processo. A atriz negou, no entanto, ter adquirido droga ao arguido e afirmou desconhecer qualquer atividade ilícita por parte do amigo.
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O nome de Jorge Fonseca aparece numa chamada intercetada entre Leonel Nhaga, apontado como braço-direito de Nuno Santos, e um interlocutor identificado como o judoca. Ao Observador, o advogado do atleta garantiu que Jorge Fonseca nunca chegou a consumir substâncias psicotrópicas, tendo desistido de uma eventual compra de ecstasy após ponderar a decisão.
As buscas realizadas em novembro de 2024 resultaram na apreensão de centenas de comprimidos de MDMA, LSD, cocaína, cetamina e 2C-B, além de material de acondicionamento e milhares de euros em numerário.
Além da pena aplicada a Nuno Santos, Leonel Nhaga foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa. A mãe do principal arguido recebeu uma pena de quatro anos e três meses, igualmente suspensa, enquanto a companheira de Nuno Santos acabou absolvida por falta de provas.