Início » Li Qiang assume impacto negativo de Trump

Li Qiang assume impacto negativo de Trump

A China reconhece que a “crescente complexidade do ambiente externo vai ter maior impacto” no país em áreas como o comércio e a tecnologia, numa referência velada ao regresso de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos

澳門平台

A evolução da situação global, com mudanças sem precedentes em muito tempo e uma tendência para maior complexidade do ambiente externo, terá um maior impacto no nosso país em áreas como o comércio, a ciência e a tecnologia”, disse anteontem o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, ao apresentar o seu relatório de trabalho à Assembleia Popular Nacional (APN), no início da sua sessão plenária anual.

Segundo Li, o “unilateralismo e o protecionismo”, bem como as “obstruções ao regime comercial multilateral” ou o “aumento das barreiras tarifárias” são “um ataque à estabilidade das cadeias setoriais e de abastecimento globais que dificultam a circulação económica internacional”.

Vários fatores de tensão geopolítica afetam as expectativas do mercado mundial e a confiança nos investimentos e aumentam os riscos de flutuação no mercado internacional
Li Qiang, primeiro-ministro chinês

Vários fatores de tensão geopolítica afetam as expectativas do mercado mundial e a confiança nos investimentos e aumentam os riscos de flutuação no mercado internacional”, acrescentou.

Em resposta, ele afirmou que o país asiático deve “enfrentar estas dificuldades e problemas”, mas também “reforçar a fé no seu próprio desenvolvimento”, porque “a China tem uma vantagem institucional notável”, bem como um “vasto mercado, recursos humanos abundantes e mecanismos de governação eficazes no planeamento a longo prazo”.

A sessão plenária da APN, descrita por Pequim como o “supremo órgão do poder de Estado na China” e a “expressão máxima da democracia socialista”, arrancou anteontem, com a leitura do relatório do governo, e decorre até 11 de março.

Entre os delegados está a elite política, líderes empresariais, tecnológicos, mediáticos e artísticos do país asiático, que vão aprovar novas leis, nomeações políticas e relatórios de trabalho do Governo, que detalham o progresso de vários departamentos e ministérios. O orçamento para a Defesa é, habitualmente, anunciado também no primeiro dia.

O evento coincide este ano com o agravamento da guerra comercial entre Pequim e Washington, o que torna mais urgente para a China estimular o consumo interno.

Nos últimos anos, as exportações foram o principal motor de crescimento da economia chinesa, mas as medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos e outros parceiros comerciais obrigam os líderes chineses a priorizar a expansão da procura interna.

Pequim retaliou na terça-feira com taxas alfandegárias adicionais de até 15% sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo trigo, soja e carne de vaca, em resposta às taxas adicionais de 20% que os EUA começaram a aplicar sobre as importações chinesas.

Na sua primeira presidência (2017-2021), Trump teve já uma relação tensa com Pequim, impondo várias rondas de taxas sobre centenas de milhares de milhões de dólares de importações oriundas da China, às quais o país asiático retaliou com taxas sobre as importações de produtos norte-americanos.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website