O deputado salientou que, ao longo dos últimos 20 anos, a plataforma sino-lusófona tem desempenhado papel cada vez mais relevante, com o comércio entre a China e os países lusófonos a manter uma tendência de crescimento. Para promover o desenvolvimento desta plataforma, e alargar as suas parcerias, Macau deve aprofundar a cooperação existente e fortalecer as relações económicas e comerciais com os Países de Língua Portuguesa.
Além disso, considera essencial reduzir mal-entendidos e divergências através do reforço da comunicação e da cooperação, incluindo visitas institucionais de alto nível, diálogos políticos e ações concretas de articulação de projetos. Desta forma, será possível expandir o âmbito da colaboração, elevar o nível e garantir um desenvolvimento mutuamente benéfico.
Kevin Ho sublinha ainda que Macau, sociedade multicultural, integra residentes de diversas origens, conferindo-lhe uma identidade cultural distinta. Com um património histórico rico e recursos turísticos únicos, dispõe das condições necessárias para se afirmar como um centro mundial de turismo e lazer. O deputado de Macau à Assembleia Popular Nacional defende ainda que, graças às ligações estreitas com diferentes comunidades, Macau deve reforçar o papel de “ponte cultural”, promovendo a interação e a fusão entre as culturas oriental e ocidental.
No futuro, a cidade deve potenciar estas vantagens, organizando eventos culturais, económicos e comerciais para atrair turistas e investidores internacionais. Além disso, deve participar ativamente em iniciativas culturais globais, ampliando a visibilidade e influência internacional. Kevin Ho destaca ainda a importância de reforçar a abertura ao exterior, defendendo que, ao aproveitar as oportunidades geradas por um sistema industrial moderno, no âmbito do 15.º Plano Quinquenal, a RAEM deve impulsionar a circulação integrada das economias nacional e internacional.
Para isso, diz, é essencial transformar o princípio “Um País, Dois Sistemas” num motor de desenvolvimento económico e comercial, optimizar serviços governamentais, aumentar a eficiência administrativa, melhorar o ambiente de negócios e atualizar o quadro legal, criando um mercado mais dinâmico e competitivo.
Ho aponta ainda a importância de combinar os recursos da Grande Baía para atrair capital e talento internacional. Defende que Macau siga a estratégia nacional e invista na captação de profissionais altamente qualificados, criando bases sólidas para o desenvolvimento económico e social; contribuindo para a formação de talentos na Grande Baía.
Ao direcionar-se para o mercado internacional, Macau deve reforçar o papel de plataforma entre a China e a Lusofonia, aprofundar a abertura ao exterior e consolidar-se como elo de ligação. Sendo essencial fortalecer relações comerciais e empresariais com os PLP, impulsionando o comércio e o investimento multilateral. Apoiando-se nos recursos culturais da diáspora, defende, Macau pode desempenhar um papel único na ligação ao resto do mundo.
Por fim, defende o reforço da afinidade e influência na comunicação internacional, aproveitando os recursos sociais para construir canais de comunicação eficazes e alargar a projeção global. Com uma estratégia mais forte de internacionalização, Macau pode consolidar-se no cenário global e reforçar a ponte entre a China e o mundo lusófono.
Artigo publicado em parceria com o Macau Daily News