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Presidência da CPLP condena atos de violência e lamenta mortes em Moçambique

O Presidente e o primeiro-ministro são-tomenses, país que detém a presidência rotativa da CPLP, condenaram hoje os atos de violência pós eleitoral em Moçambique e pediram investigação rápida e rigorosa à morte de duas pessoas naquele país.

O Presidente da República são-tomense, Carlos Vila Nova, apelou “às autoridades moçambicanas, para uma investigação rápida e rigorosa” aos recentes atos de violência em Moçambique, que resultaram na morte de Elvino Dias, conselheiro jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos.

Na publicação no Facebook, refere-se que a Presidência são-tomense, “manifesta total solidariedade para com o povo de Moçambique e reforça o apelo à calma e ao respeito mútuo, para que o processo eleitoral seja concluído de forma pacífica e democrática, reafirmando desta forma o compromisso da CPLP para com a paz, democracia e direitos humanos”.

Num vídeo no Facebook, o primeiro-ministro são-tomense sublinhou que “é evidente que os acontecimentos últimos” em Moçambique “são preocupantes”.

“Só podemos é condenar o assassinato destas duas personalidades, pedir para que se esclareça o mais rapidamente possível aquilo que aconteceu e sobretudo que se leve a Justiça os responsáveis por estes dois crimes inaceitáveis”, disse Patrice Trovoada.

O chefe do Governo são-tomense considerou que “as eleições estavam a ocorrer bem e é bom que esse processo acabe na paz, na liberdade, na transparência e na verdade democrática” manifestando sentimentos de pêsames para as famílias enlutadas, apelar que

A polícia moçambicana confirmou no sábado, à agência Lusa, que a viatura em que seguiam Elvino Dias, advogado de Venâncio Mondlane, candidato às presidenciais do passado dia 09, e Paulo Guambe, mandatário do Podemos, partido que apoia Mondlane, foram mortos a tiro numa “emboscada”. O crime aconteceu na avenida Joaquim Chissano, centro da capital.

Após o duplo homicídio, Venâncio Mondlane, que contesta resultados preliminares das eleições que não lhe dão a vitória, convocou para hoje a realização de marchas pacíficas em Moçambique, que foram dispersas com tiros para o ar e gás lacrimogéneo em Maputo e também em Pemba.

Plataforma com Lusa

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