Início » Alterações climáticas não é único responsável por problemas agrícolas em Timor-Leste

Alterações climáticas não é único responsável por problemas agrícolas em Timor-Leste

As alterações climáticas não são o único fator responsável pelos problemas de produção agrícola e sociais nos municípios timorenses de Viqueque, Manufahi e Oecussi, constatou um estudo hoje (30) divulgado em Díli pela organização não-governamental La’o Hamutuk

Lusa

“Existem outros fatores igualmente importantes, incluindo problemas estruturais já existentes, como a insegurança alimentar, a subnutrição, a pobreza, o desemprego, a dependência da importação de alimentos, a escassez de água, a diminuição da produtividade dos solos e a limitada capacidade humana”, pode ler-se no estudo, realizado por aquela organização não-governamental.

No estudo, denominado “Impacto das Alterações Climáticas no Setor da Agricultura e nos Problemas Sociais, os investigadores da La’o Hamutuk salientam que as alterações climáticas surgem como um “fator que agrava os desafios já existentes” e com “impactos diretos na economia familiar e consequências negativas na vida das mulheres e crianças”.

O documento destaca também que os vários programas governamentais e dos parceiros de desenvolvimento para aumentar a resiliência daquelas pessoas são bem concebidos, mas a sua implementação ainda não conseguiu ajudar os agricultores a “sair do ciclo de dificuldades que enfrentam”.

“Muitos destes programas oferecem apenas assistência temporária, ajudando as comunidades a adaptarem-se à situação atual, mas não promovem a construção de resiliência a longo prazo”, critica a La’o Hamutuk.

Leia também: ONU e Governo timorense investem na produção agrícola local

Segundo a organização, aquela situação acontece porque os planos nacionais não incluem “estudos de viabilidade detalhados” e porque o setor agrícola não é para o poder político um “setor estratégico para o futuro do país”.

No estudo, a La’o Hamutuk propõe uma “mudança estratégica” da abordagem e recomenda ao Governo para conceber políticas e programas que respondam aos “problemas reais enfrentados pelos agricultores” e a realização de estudos de viabilidade.

É também sugerido ao Governo que conserve sementes e avalie os sistemas de mecanização da agricultura introduzidos, bem como equilibre a distribuição da força de trabalho nas áreas onde é mais necessária, sobretudo no apoio direto aos agricultores.

“O Governo deve assegurar que as intervenções dos parceiros de desenvolvimento estejam alinhadas com os programas governamentais”, refere o relatório, salientando que as alterações climáticas devem ser tratadas de forma transversal a vários setores.

Aos parceiros de desenvolvimento, a La’o Hamutuk recomenda que os programas promovam a resiliência das comunidades, que devem ser feitos com o envolvimento das mesmas e com respeito pelos conhecimentos tradicionais e das vulnerabilidades locais.

O estudo propõe às famílias que promovam práticas agrícolas que incentivem a alimentação variada, nutritiva e equilibrada e que reduzam a dependência exclusiva do arroz, base alimentar dos timorenses.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website