“Temos uma responsabilidade de trabalharmos em conjunto para desenvolvermos os nossos países. Temos uma responsabilidade para colocar as tecnologias e energias que estão na nossa responsabilidade ao alcance da população que vive nos nossos países, para que através delas possam conduzir os seus negócios, possam conduzir a sua vida, possam conduzir a riqueza. É uma responsabilidade grande”, declarou.
Américo Muchanga falava, em Maputo, na abertura do trigésimo terceiro fórum da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) das comunidades lusófonas, tendo reconhecido o papel das comunicações para manter um país “unido e informado”.
“Temos uma responsabilidade muito importante neste processo [de transformação digital]”, frisou Américo Muchanga, referindo que é preciso avançar com a digitalização para democratizar o acesso à informação, permitindo a participação democrática na lusofonia.
O responsável reconheceu a importância deste setor para a sociedade e para a economia, de forma a que os países possam ser competitivos, pedindo a participação do setor privado na expansão destas infraestruturas, sobretudo nas zonas rurais dos países lusófonos.
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“Vocês são parte do pilar de transformação digital, sobretudo o pilar de infraestruturas digitais, sem essas infraestruturas, ainda que sistemas digitais sejam estabelecidas nos centros de dados, (…) não é possível conectar o cidadão”, disse Américo Muchanga, apontando para a importância de várias formas de comunicação, entre as quais os correios, as televisões, a internet e os serviços postais.
No evento, com duração de dois dias, o ministro admitiu dificuldades para a expansão dos meios digitais com qualidade nas zonas rurais moçambicanas, pedindo reflexão dos participantes sobre o que deve ser feito para ajudar no desenvolvimento dos países lusófonos.
“Não é possível assegurar que a pessoa que está em Nipepe [distrito do norte de Moçambique] possa ter o mesmo tipo de serviço, com a mesma qualidade, que uma pessoa que está aqui nesta sala. Mas se nós colocarmos as comunicações a funcionarem como deve ser, um cidadão em Nipepe pode igualmente usufruir dos mesmos privilégios com os mesmos benefícios de uma pessoa que está aqui na cidade”, acrescentou.