No encontro, noticiado pelo jornal Hoje Macau, o comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Hong Kong, Cui Jianchun, sublinhou que a forma como Pequim e Washington se relacionam “vai moldar o panorama global fundamental”. Defendendo o diálogo como única via possível, o diplomata afirmou que relações estáveis entre os dois países “servem os interesses comuns da comunidade internacional” e devem assentar no respeito mútuo, na coexistência pacífica e na cooperação vantajosa para ambas as partes.
A deslocação de Trump a Pequim, agendada para 14 e 15 de maio, incluirá um encontro com o Presidente chinês Xi Jinping e será a primeira visita de um chefe de Estado norte-americano em funções à China em quase dez anos. A viagem, inicialmente prevista para março, foi adiada devido à guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão. Está igualmente prevista, ainda este ano, uma visita de Xi a Washington.
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Também presente na conferência, a cônsul-geral dos Estados Unidos em Macau e Hong Kong, Julie Eadeh, reconheceu que os desafios na relação bilateral “são reais e, em alguns casos, estão a aumentar”, mas reafirmou o compromisso de Washington com o diálogo. Segundo a diplomata, os Estados Unidos procuram uma relação com a China baseada na equidade e na reciprocidade, defendendo condições de concorrência justas e um acesso ao mercado “justo e recíproco” como pilares para uma cooperação económica mais estável.