Xi Jinping afirmou estar disposto a trabalhar com Donald Trump para “conduzir de forma estável” a relação entre os dois países, apesar de desafios e divergências, segundo agência estatal chinês Xinhua.
Ainda na chamada telefónica realizada nesta quarta-feira, o Presidente chinês defendeu avanços graduais com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo. Xi também enalteceu que tanto a China como os Estados Unidos têm preocupações legítimas, mas que estas podem ser resolvidas através do diálogo, de acordo com a agência.
Xi destacou ainda que 2026 poderá ser um ano de progresso para a coexistência pacífica e a cooperação vantajosa entre as duas maiores economias do mundo, num contexto em que a China inicia o seu 15.º Plano Quinquenal e os Estados Unidos assinalam os 250 anos da independência. O líder chinês sublinhou também a importância de reforçar a comunicação e a cooperação prática, bem como de gerir adequadamente as diferenças existentes.
A questão de Taiwan voltou a ser apontada por Pequim como o tema mais sensível das relações bilaterais. Xi Jinping afirmou que Taiwan faz parte do território chinês e alertou para a necessidade de cautela por parte dos Estados Unidos na venda de armas à ilha, segundo a mesma fonte. Pequim defende uma reunificação pacífica, mas não exclui o recurso à força.
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Do lado norte-americano, Donald Trump descreveu a conversa como “longa e minuciosa”, referindo que foram abordados temas como comércio, defesa, Taiwan, a guerra na Ucrânia, a situação no Irão e as compras chinesas de petróleo e gás aos Estados Unidos, escreveu Trump na rede Truth Social. O Presidente norte-americano indicou ainda ter discutido uma possível visita oficial à China em abril.
Afirmou também que Pequim planeia aumentar as compras de produtos agrícolas norte-americanos, incluindo mais 20 milhões de toneladas de soja na atual colheita, mantendo o compromisso de importar 25 milhões de toneladas anuais até 2028. Trump acrescentou que considera a relação entre os dois países a mais importante do mundo e manifestou respeito pessoal por Xi Jinping.
A chamada telefónica ocorreu no mesmo dia em que o líder chinês manteve uma videoconferência com o Presidente russo, Vladimir Putin, num contexto marcado pelo fim iminente do tratado START III de desarmamento nuclear, segundo informação divulgada por Pequim.