A origem do caso remonta a um protesto apresentado pelo NAC Breda, após a derrota frente ao Go Ahead Eagles, em março. Em causa está a alegada utilização irregular do jogador Dean James, cuja situação de elegibilidade terá sido afetada por uma mudança de nacionalidade. O atleta, ao optar por representar a Indonésia, perdeu automaticamente a cidadania neerlandesa e o estatuto de jogador comunitário, o que exigiria um visto de trabalho e condições salariais específicas que, segundo o protesto, não foram cumpridas.
Se o tribunal der razão ao NAC na decisão prevista para segunda-feira, o impacto poderá ser devastador. A eventual confirmação da irregularidade abre a porta à impugnação de dezenas de jogos — até 133 partidas já disputadas — tornando praticamente impossível validar a classificação final. A federação rejeita acusações de negligência, alegando limitações ligadas à proteção de dados, um argumento que não convence os clubes, que falam num erro administrativo de grandes dimensões.
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Este cenário surge num momento sensível também para o futebol português. A instabilidade nos Países Baixos poderá consolidar a vantagem de Portugal sobre a liga neerlandesa no ranking da UEFA, influenciando o número de vagas nas competições europeias. A decisão judicial de segunda-feira será, por isso, acompanhada com atenção em toda a Europa, podendo marcar um dos episódios mais graves da história recente do futebol neerlandês.