A China, que disputa com os Estados Unidos, à vez e consoante as métricas, o título de maior economia do mundo, anunciou ontem um enorme pacote de alívio monetário (corte histórico numa das suas taxas de juro de referência combinado com um plano de ampla injeção de dinheiro barato no sector bancário), naquela que pode ser considerada já a quinta fase de um programa gigantesco de redução dos custos de crédito suportados pelas empresas e famílias (via banca) que arrancou no início deste ano.
Este plano tem vindo a ser revelado paulatinamente, nos últimos meses, pelas autoridades do país, mas ontem, o banco central, o Banco Popular da China (BPC), anunciou o pináculo do referido programa que vai tentar reanimar de vez a economia, que tem vindo a abrandar de forma notória e rara para os seus padrões históricos recentes, arrastada por uma crise imobiliária sem precedente e por um ambiente muito mais hostil da parte do mundo ocidental ao nível do comércio internacional.
Para debelar as adversidades, o BPC anunciou ontem que irá descer a taxa de juro de referência relativa a operações de recompra de ativos aos bancos (para libertar fundos dos seus balanços e promover a liquidez de crédito, aliviar o custo do sector), de 1,7 por cento para 1,5 por cento.
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