As Euribor registaram aumentos em todos os prazos, com a taxa a 12 meses a subir de 2,143% para 2,747%, a seis meses de 2,107% para 2,454% e a três meses de 2,028% para 2,175%.
Com base num cenário-tipo considerado pela DECO Proteste — um crédito de 150 mil euros a 30 anos e um spread de 1% — o impacto será mais significativo nos contratos indexados a 12 meses, onde a prestação mensal sobe para 694,42 euros, mais 50,39 euros do que na revisão anterior.
Nos contratos com Euribor a seis meses, a prestação aumenta 28,62 euros, para 669,72 euros, enquanto nos contratos a três meses o aumento é de 11,98 euros, fixando-se em 646,65 euros.
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A associação de defesa do consumidor sublinha que a tendência de subida surge apesar da manutenção das taxas diretoras pelo Banco Central Europeu, que esta semana decidiu manter os juros em 2%, pela sétima reunião consecutiva.
Segundo a DECO Proteste, o mercado financeiro está a reagir ao aumento das pressões inflacionistas, impulsionadas em grande parte pela subida dos preços da energia e pela incerteza geopolítica associada ao conflito no Médio Oriente.
A organização recorda ainda que as Euribor, que servem de referência à maioria dos créditos à habitação em Portugal, já inverteram a tendência de descida observada nos últimos meses, voltando a registar subidas consistentes nas últimas semanas, o que deverá continuar a refletir-se nas prestações das famílias.