Início Atualidade Companhias aéreas em Portugal devem 260 milhões a passageiros

Companhias aéreas em Portugal devem 260 milhões a passageiros

As fronteiras abriram depois de dois anos de pandemia e os aviões receberam autorização para voltar a descolar. Os céus de todo o mundo pintaram-se de aeronaves carregadas de passageiros sedentos de viajar e o caos somou-se nos aeroportos. O ano passado ficou marcado pela retoma das viagens que valeu ao turismo nacional uma recuperação brutal com um recorde em receitas, de 22 mil milhões de euros. No mesmo sentido, também aumentaram os constrangimentos nos aeroportos nacionais; somaram-se atrasos e cancelamentos à boleia da falta de recursos humanos e de um crescimento inesperado.

Nos vários aeroportos do país, 63 mil voos sofreram alguma irregularidade, afetando nove milhões de passageiros, ou seja, quase um terço dos mais de 26 milhões de passageiros que voaram a partir de Portugal, de acordo com os dados recolhidos pela AirHelp para o Dinheiro Vivo. “Portugal é um dos países que mais sofreram com irregularidades em voos ao longo de 2022”, aponta o advogado especialista em direitos dos passageiros aéreos da empresa em Portugal, Pedro Miguel Madaleno. No total, registaram-se 3700 voos cancelados no país – cerca de 2% do total de voos -, afetando mais de 400 mil passageiros. Segundo a AirHelp, são 650 mil os passageiros elegíveis para receber uma compensação ao abrigo do regulamento CE 261/2004, que regula os direitos dos passageiros aéreos de voos operados na União Europeia, ou seja, uma subida de 14% em comparação com 2019, e de 375% face a 2021. Com um valor médio de compensação a rondar os 400 euros, as companhias aéreas devem aos clientes 260 milhões de euros.

A TAP e a easyJet são as responsáveis pela maioria destas indemnizações “devido à dimensão da sua atividade”, explica Pedro Miguel Madaleno. A AirHelp não adianta, no entanto, dados detalhados sobre o número exato de clientes afetados por companhia ou o valor que cada empresa terá de pagar aos seus passageiros.

Na hora de pedir responsabilidades às transportadoras aéreas, 50% das queixas que a AirHelp recebe respeitam a voos cancelados, 48% referem-se a atrasos e uma pequena fatia, entre 1% e 2% resultam de práticas de overbooking. Julho e dezembro foram os meses em que os aeroportos nacionais registaram mais disrupções, com 43,31% e 43,19% dos voos afetados, respetivamente.

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