Mortes por intolerância política no Brasil já superam as de quatro eleições nacionais - Plataforma Media

Mortes por intolerância política no Brasil já superam as de quatro eleições nacionais

O Brasil já contabilizou neste ano 26 assassinatos por motivações políticas ou pelo exercício da atividade pública. O número já é maior do que o registrado em quatro campanhas presidenciais desde a redemocratização. Monitoramento da violência política do Estadão mostra que, a partir de 2018, homicídios por divergências partidária e ideológica tornaram-se mais frequentes.

Nas eleições municipais de 2020, foram 16 assassinatos por intolerância e discussões sobre candidatos em caminhadas, panfletagens e comícios, crimes não premeditados. Nos últimos seis meses, os homicídios desse tipo ocorreram também por causa de atividade exercida no serviço público (seis), atividade comunitária ou associação de classe (quatro), denúncia de corrupção (dois) e conflito social (uma). Os demais casos se enquadram em crimes de mando, em que alguém encomendou o assassinato do agente político.

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Mais do que qualquer outro tipo de crime político, o homicídio por discussão partidária tem efeito corrosivo de inibir o debate em grupos de amigos e familiares e até em grandes comunidades. Esse tipo de crime atinge políticos de vários partidos.

Em maio, o vereador Ednaldo Isidório Neto, do PP, de Serra Talhada (PE), foi assassinado numa antiga guerra de família no município sertanejo. Ele já tinha sofrido atentado dois anos antes. O parlamentar estava em frente a sua residência quando foi executado à queima-roupa por uma dupla que passava de motocicleta, clássica ação de crime de mando.

Leia mais em: ISTOÉ
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