Bolsonaro decreta três dias de luto e diz que Shinzo Abe era amigo do Brasil - Plataforma Media

Bolsonaro decreta três dias de luto e diz que Shinzo Abe era amigo do Brasil

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, decretou hoje luto de três dias e disse que recebeu “com extrema indignação e pesar a notícia da morte” do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, vítima de um atentado num evento político.

“Recebo com extrema indignação e pesar a notícia da morte de Abe Shinzo, líder brilhante e que foi um grande amigo do Brasil. Estendo à família de Abe, bem como aos nossos irmãos japoneses, a minha solidariedade e o desejo de que Deus cuide de suas almas neste momento de dor”, escreveu Bolsonaro, na rede social Twitter.

“Como sinal de nosso respeito ao povo japonês, de reconhecimento pela amizade de Shinzo Abe com Brasil e de solidariedade diante de uma crueldade injustificável, decretei luto oficial em todo o país durante três dias. Que seu assassinato seja punido com rigor. Estamos com o Japão”, acrescentou o Presidente brasileiro.

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Shinzo Abe morreu hoje depois de ter sido atingido a tiro enquanto discursava num comício eleitoral em Nara, uma cidade no oeste do Japão.

Abe, 67 anos, foi atingido pelas costas quando fazia um discurso na rua antes das eleições parlamentares de domingo.

O Partido Liberal Democrático (LDP), a que pertencia, anunciou a sua morte após os serviços de saúde terem informado que Abe tinha sido levado para um hospital em paragem cardiorrespiratória, segundo a agência espanhola Efe. O alegado autor dos disparos foi detido no local segurando uma arma, com a qual terá disparado dois tiros contra Abe. Trata-se de um antigo membro da componente naval da Força de Autodefesa do Japão, atualmente desempregado.

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A polícia identificou-o como Yamagami Tetsuya, 41 anos, originário de Nara. Desconhecem-se os motivos do atentado. Os comícios eleitorais no Japão são geralmente realizados na rua e com poucas medidas de segurança, devido à baixa taxa de criminalidade e de ataques com armas de fogo.

Abe foi primeiro-ministro em 2006, durante um ano, e novamente de 2012 a 2020, batendo recordes de longevidade na liderança do Japão.

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