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Vistos gold continuam atrativos apesar de mudanças

CLBrief

O sistema de vistos gold em Portugal (Autorização de Residência para Investimento) continuará atrativo apesar de critérios mais exigentes para os investidores, segundo especialistas na matéria. 

As alterações referentes aos vistos foram fixadas para o início de 2022 e aumentaram os limites para o investimento mínimo. Para investimentos de capital, serão necessários agora 1,5 milhões de euros, um aumento de 500 mil euros; para fundos de investimento, pelo menos 500 mil euros (outrora 350 mil); para investimentos imobiliários, os montantes permanecem os mesmos 500 mil euros; para renovação urbana, embora apenas em áreas qualificadas, serão necessários 350 mil euros. 

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Os investimentos imobiliários no Porto, Lisboa e zonas costeiras dispararam graças ao ARI, mas agora o Governo português quer redistribuir estes fundos e permitir aos requerentes a aquisição de propriedades em zonas menos populares e povoadas. 

Howard Bilton, presidente do The Sovereign Group, referiu à International Adviser que o esquema de vistos gold “tem sido extremamente bem-sucedido”. “Em troca de níveis relativamente baixos de investimento em Portugal, é concedida residência permanente, o que leva à cidadania após cinco anos”, salientou. 

Bilton acrescenta ainda que a popularidade do programa se deve em grande parte aos seus critérios de residência flexíveis: “É importante para muitos não passar mais do que alguns dias por ano em Portugal para manter a residência ao abrigo deste regime. Normalmente, é necessário viver a tempo inteiro num determinado país durante o período de qualificação exigido antes de haver a possibilidade de ser concedida a cidadania”. 

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As mudanças aproximam-se rapidamente e Bilton acredita que não haverá tempo suficiente para percorrer o caminho do investimento imobiliário, “mas ainda há tempo, pelo menos para completar um investimento do fundo. Por isso, para aqueles que desejam limitar o seu investimento, agora é o momento de agir e com urgência”, referiu. 

Por outro lado, Jason Porter, diretor da Blevins Franks, explicou que o investimento imobiliário tem sido o método preferido, representando 93,8 por cento dos 5,3 mil milhões de euros investidos desde 2012 através do ARI. “A reclassificação de Lisboa, Porto e zonas costeiras de alta densidade, nomeadamente o Algarve, como não qualificadas, significa que as partes interessadas terão de olhar mais para as zonas de baixa densidade e propriedades com mais de 30 anos que necessitem de uma remodelação significativa”, evidenciou. 

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Após o anúncio de mudanças no esquema a partir de janeiro de 2022, “a procura de vistos aumentou”, de acordo com Manuela Robinson, diretora associada da Blacktower Financial Management. “Mas agora que estamos quase no final do ano, a situação enlouqueceu, uma vez que muitas pessoas deixaram tudo para a última da hora”. 

A responsável espera uma maior tração em 2022 nas outras sete rotas menos famosas (Espanha, Singapura, Canadá, Nova Zelândia, Chipre, Grécia e Malta). “O investimento de capital nunca foi tão popular [como o imobiliário]. Mesmo que também esteja sujeito a mudanças, acredito que continuará a crescer, mesmo que a um ritmo mais lento”. 

“Os vistos gold oferecem a indivíduos não comunitários, com um património líquido elevado, um acesso fácil ao espaço Schengen e um trajeto para a cidadania da União Europeia. O programa irá continuar e acredito que permanecerá atrativo”, garantiu. 

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