Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza com projeto "Utopias da Vida Comum"

Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza com projeto “Utopias da Vida Comum”

A Fundação Bienal de São Paulo anunciou hoje que o projeto “Utopias da Vida Comum” representará o Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza, numa exposição que dialoga com o tema geral do evento “Como viveremos juntos?”.

Com curadoria do estúdio colaborativo Arquitetos Associados – composto pelos arquitetos e urbanistas Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff – e do designer visual Henrique Penha, a mostra é realizada pela Fundação Bienal em parceria com a Secretaria Especial da Cultura, do Governo Federal brasileiro.

Segundo a Fundação Bienal de São Paulo, “Utopias da Vida Comum” parte do mapeamento da presença das utopias em solo brasileiro, “desde a cosmovisão Guarani [povo indígena] da Terra sem Males até a contemporaneidade, destacando momentos singulares em que ideias transformadoras promoveram ou têm o potencial de promover mudanças significativas no modo como a arquitetura e a cidade podem fomentar novas alternativas para a vida comum”.

“Utopias da Vida Comum” contará com dois núcleos, expostos nas duas salas que constituem o Pavilhão do Brasil, e foi concebida a partir do tema ‘How will we live together?’ [Como viveremos juntos?], proposto pelo arquiteto e académico Hashim Sarkis, curador geral desta edição da Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza.

A sala menor abrigará o núcleo “Futuros do passado”, dedicado a dois projetos icónicos da arquitetura moderna e às utopias que os orientaram, realizados entre o fim do Estado Novo e os anos do Governo de Juscelino Kubitschek (entre 1946 e 1961).

Já a sala de maiores dimensões receberá “Futuros do presente”, onde serão exibidos dois vídeos que refletem utopicamente sobre a ocupação das metrópoles contemporâneas.

Face à apresentação na Bienal de Arquitetura de Veneza, os curadores e organizadores da exposição brasileira participarão num evento virtual em 20 de maio, após a inauguração do Pavilhão do Brasil.

A exposição será acompanhada de um catálogo digital, com lançamento previsto para o final de junho.

“A realização das representações brasileiras neste espaço de prestígio que são as Bienais de Arte e Arquitetura de Veneza é vital para a promoção do património cultural do Brasil no exterior, uma das preocupações centrais da Secretaria Especial da Cultura”, afirmou o Secretário Especial da Cultura brasileiro, Mário Frias.

Para José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, “as representações nacionais em Veneza são ocasiões privilegiadas para compartilhar, com outros países, a força da produção artística e arquitetónica brasileira contemporânea”.

A Bienal de Arquitetura de Veneza abrirá portas ao público a 22 de maio, com regras de segurança para conter a pandemia, e um programa expandido de exposições, publicações, encontros, espetáculos e transmissão da instalação dos pavilhões nacionais.

Apesar da situação difícil que Itália enfrenta atualmente, em contexto pandémico, a organização decidiu avançar com a realização desta edição da bienal – a 17.ª Exposição Internacional de Arquitetura -, forçada ao adiamento de 2020 para este ano, e que deverá decorrer até ao próximo dia 21 de novembro.

Portugal vai ser representado oficialmente através de um projeto criado pelo ateliê depA, coletivo do Porto, cujo programa será composto por um ciclo de debates a realizar entre Veneza, Lisboa e Porto, já iniciado, e uma exposição subordinada ao tema “In Conflict”, a apresentar no Palácio Giustinian Lolin, em Veneza.

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