A grande mudança para a China - Plataforma Media

A grande mudança para a China

Biden conseguiu concluir a cerimónia de posse com uma equipa de forças armadas com 25 mil elementos, tornando-se assim no novo presidente dos EUA.

Apenas algumas horas antes, o presidente cessante voou de helicóptero até à Base da Força Aérea Andrews para a cerimónia de despedida. Teve direito a passadeira vermelha, banda de marcha militar e salva de tiros acompanhando o último discurso como presidente. De seguida deixou Washington a bordo do Força Aérea Um para Mar-a-Lago na Flórida, recusando-se a participar na cerimónia de posse de Biden. Esta cerimónia de despedida foi uma exigência do próprio, mas isso não importa, o que interessa é que foi a última. Depois do dia 6 de janeiro Trump está “socialmente morto”.

O presidente cessante, ao recusar estar presente na cerimónia de inauguração do novo ciclo presidencial conseguiu, sem dúvida, fazer história.

Desde que os apoiantes de Trump invadiram o Capitólio e a sua conta na rede social Twitter foi suspensa, tem sido visível a maior anedota política dos EUA. Mas a população chinesa não se deve limitar a olhar de fora. Isto não é uma piada nem nenhuma comédia, é um filme de terror.

O que a China irá enfrentar durante os próximos quatro anos é um homem que sabe manipular os media e redes sociais para desacreditar e agitar outros países, que atacou o próprio governo. Um homem que há muito se mostrou adepto de utilizar a CIA, o Fundo Nacional para a Democracia e outros métodos de infiltração e interferência em outros países. Esta nova administração tem um discurso convincente, capaz de criar uma imagem de um governo racional e objetivo, e que poderá oferecer à China uns quatro anos semelhantes aos últimos.

Este jogo entre a China e os EUA não é mais algo que possa ser moderado por um novo presidente. Já se tornou numa questão mundial. Se o resto do mundo prefere viver como os chineses ou como os americanos. Se devemos caminhar em direção a uma “comunidade de futuro comum para a humanidade” defendida pela China, ou a uma “sociedade neoliberal” criada pelos EUA.

70 mil milhões de pessoas estão agora num dilema, e por isso este drama, comédia ou tragédia política dos EUA afeta-nos a todos. Neste contexto global, os chineses não devem apenas ficar a assistir, devem sim preparar-se para as potenciais grandes mudanças que aí virão.

* Editor Senior do Plataforma

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