Tribunal de Benguela suspende enterro de suposta vítima da covid-19 - Plataforma Media

Tribunal de Benguela suspende enterro de suposta vítima da covid-19

O Tribunal de Benguela suspendeu, Quarta-feira, 26, provisoriamente, a realização da cerimónia fúnebre de um antigo gestor público, de 75 anos de idade, por alegadamente não ter morrido de Covid-19, tal como teriam feito crer as autoridades sanitárias na província.

A decisão, estabelecida na sentença nº 295/2020, a que OPAÍS teve acesso, resulta de uma acção movida pelos familiares depois de, na passada Segunda-feira, 24, no habitual ponto de situação sobre o quadro epidemiológico no país, o secretário de Estado para Saúde Pública, Franco Mufinda, ter anunciado que o malogrado, residente na Baía-Farta, era a primeira vítima mortal por Covid, em Benguela.

Entretanto, dias depois, os familiares refutaram as afirmações das autoridades, argumentando que o seu ente-querido, afinal, não tinha morrido de Covid, como faziam crer os dados tornados públicos pelas autoridades sanitárias. Por esta razão, decidiram intentar uma providência cautelar não especificada junto da Sala do Cível e Administrativo do Tribunal da Comarca de Benguela, uma vez que a Comissão Provincial de Saúde Pública se preparava realizar a cerimónia fúnebre.

De acordo com fonte familiarizada com o processo, o antigo gestor público deu entrada no Hospital Geral de Benguela, no dia 14 de Agosto, com disenteria. Lá foi submetido à análise de paludismo e de raio X. E, de seguida, mandaram-no de volta para a casa. No dia 20, o paciente foi novamente levado ao hospital, onde foi diagnosticado com broncopneumonia, tendo, na mesma ocasião, realizado teste rápido de Covid-19, cujo resultado foi reactivo, porém faltava apurar os resultados definitivos.

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