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Bancários investigados por encobrir clientes que lavam dinheiro

Alexandre Panda

O Ministério Público (MP) português está a investigar várias entidades bancárias por suspeitas de que estejam a encobrir clientes em crimes de branqueamento de capitais.

Os bancários não estarão a comunicar às autoridades os valores em causa e a identificação das pessoas que realizam depósitos de elevados montantes em numerário. Recentemente, o MP mandou abrir uma investigação a duas dependências bancárias do Grande Porto e de Braga que terão aceite dinheiro de empresários chineses de Vila do Conde, sem respeitar a obrigação de comunicação.

A lei que estabelece as regras de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo é clara: as entidades bancárias, entre outras, têm a obrigação de comunicar todos os movimentos considerados suspeitos. Mas alguns bancários, ao que tudo indica movidos pela ambição profissional de atingir objetivos e de manter os clientes, contornam o dever de comunicação ao MP e à Unidade de Informação Financeira (UIF) da Polícia Judiciária (PJ). É obrigatória a comunicação de depósitos ou transferências suspeitas a partir dos cinco mil euros. O crime de fraude fiscal será o que mais é encoberto por bancários em Portugal.

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