Lei da habitação económica aprovada com muitas críticas

por Filipa Rodrigues
Fátima Valente

Os deputados aprovaram esta noite na especialidade a alteração à lei de habitação económica, depois de quase três horas de discussão. Uma discussão sobretudo alimentada pelos democratas, por Ella Lei e José Pereira Coutinho que, entre outros aspectos, discordaram do Governo por fixar em 23 anos a idade mínima de candidatura para os jovens solteiros.

Au Kam San e José Pereira Coutinho consideram que o Governo está a ser “discriminatório” porque os jovens podem votar e até ser deputados aos 18 anos mas não podem candidatar-se a uma casa económica, a não ser que já tenham casado.

Para Sulu Sou, o Governo “está a fazer bullying contra os jovens”, uma crítica que foi apoiada por Au Kam San: “Não era para falar, mas não posso ficar calado. (…) Sr. secretário não é se há muita procura ou não. Não vale enganar os residentes. Não é se tem 18 anos que vai conseguir logo uma habituação económica”.

“Até em termos de pontuação, os jovens vão ficar no fim da lista”, acrescentou Au Kam San.

Raimundo do Rosário não gostou e ripostou: “Eu nunca menti. Se conseguir fazer eu faço. ‘Bullying’ é ‘enganar alguém’; não são palavras para mim. Por isso, antes de as palavras [lhe] saírem da boca, tem de pensar bem”.

O secretário para os Transportes e Obras Públicas insistiu que a definição dos 23 anos de idade para a candidatura individual “não é política”, “mas sim uma opção legislativa”.

“Não tem a ver com discriminação. É uma opção; é decidir que alguém tem legitimidade e que alguém não tem”, disse.

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