Mais de 160 estudantes e trabalhadores timorenses chegam hoje a Díli - Plataforma Media

Mais de 160 estudantes e trabalhadores timorenses chegam hoje a Díli

Mais de 160 trabalhadores e estudantes timorenses de vários países, mas maioritariamente da Coreia do Sul, repatriados para Timor-Leste, chegam hoje a Díli num voo fretado pelo Governo timorense.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) informou que o grupo inclui maioritariamente trabalhadores que estavam na Coreia do Sul e terminaram os seus contratos, mas também estudantes timorenses que estavam na Malásia, Reino Unido e Indonésia.

A bordo do avião seguem ainda os féretros de dois timorenses que morreram, um na Coreia do Sul e outro no Reino Unido, disse à Lusa fonte do MNEC.

A diretora-geral dos serviços de saúde, Odete Viegas, disse à Lusa que um dos critérios exigidos aos passageiros era terem realizado testes à covid-19 antes de partirem, sendo sujeitos, 10 dias depois de chegar, a novos testes em Timor-Leste.

“O grupo vai ficar nos hotéis que inicialmente utilizamos para a quarentena. Cumprirão a quarentena nesses locais e só depois da comprovação de testes negativos é que podem sair”, referiu à Lusa.

Também hoje é esperado em Díli um voo do Programa Alimentar Mundial com cidadãos de vários países, incluindo portugueses, que estão a regressar a Timor-Leste.

Fonte do PAM confirmou à Lusa que nesse voo viajam 25 portugueses – de um total de 52 passageiros de várias nacionalidades, incluindo 17 americanos, grande parte ligados ao projeto da escola internacional QSI.

Os passageiros portugueses incluem vários agentes da cooperação ligados ao PFMO, programas do Camões-Instituto de Cooperação e da Línguae e outros da cooperação portuguesa, nomeadamente na área educativa e da justiça.

No regresso do voo do PAM para Kuala Lumpur saem sete portugueses, de um total de 23 passageiros.

Iniciados em meados de junho, os voos do PAM foram criados para ultrapassar o isolamento de Timor-Leste, permitindo o transporte de “carga médica e humanitária crítica” e, inicialmente, de “funcionários humanitários envolvidos no apoio ao Governo e à comunidade na resposta à covid-19″.

Progressivamente, e devido a crescente pressão de várias organizações internacionais, embaixadas e instituições, o voo tem vindo a ser usado por outros funcionários internacionais e até por timorenses ligados ao Estado.

A solução temporária para o regresso deixa de fora, porém, cidadãos que não estão ligados a este tipo de projetos, quer os que residem em Timor-Leste e saíram do país antes do fecho das fronteiras, e querem voltar, quer outros que terminaram contratos ou pretendem viajar até Portugal por questões familiares.

Noutro âmbito, Odete Viegas disse à Lusa que o novo paciente infetado com a covid-19 – o caso, primeiro desde 15 de maio, foi confirmado na terça-feira – está já em isolamento na Clínica de Vera Cruz, em Díli, onde foi reativada a equipa de trabalho no local.

No que toca aos restantes cidadãos timorenses e estrangeiros que estavam no mesmo local de quarentena onde o caso foi detetado, em Tasi Tolu, nos arredores de Díli, as autoridades vão alargar o período de quarentena.

“Todos em Tasi Tolu vão novamente ser testados. O critério é de que porque o caso foi detetado lá, todos têm que cumprir novamente 14 dias de quarentena”, referiu.

Os dados atualizados do Ministério da Saúde mostram que atualmente há 256 pessoas em quarentena em instalações do Governo (212 em Díli, 33 no enclave de Oecusse e 11 em Covalima) e mais 144 em autoquarentena, quase todos em Díli.

Já cumpriram a quarentena, desde o inicio da pandemia, 2883 pessoas, com mais de 4244 testes realizados, 33 pessoas ainda à espera de resultados e 25 casos positivos, dos quais 24 recuperados.

Este artigo está disponível em: English

Assine nossa Newsletter