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O relógio não para!

António Bilrero*

O relógio não para. Tik tok, tik tok. A empresa da chinesa Bytedance, liderada por um cidadão dos Estados Unidos e detentora de uma aplicação de vídeos, nascida a oriente, solicitou esta semana às norte-americanas Google e Apple para retirarem a app das plataformas em Hong Kong, depois de Pequim ter deliberado aplicar a lei de segurança nacional na região administrativa especial chinesa.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. A aplicação chinesa, que permite aos utilizadores fazerem um vídeo com o máximo de 15 segundos, presente em 155 países e territórios e com mais de 800 milhões de utilizadores ativos diários, anunciou ainda que suspendeu a plataforma em Hong Kong devido a nova lei de segurança nacional. A tal que aumenta os poderes de controlo das autoridades de segurança locais sobre a cidade e cidadãos.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. Dias antes tinha sido a vez de Facebook, Google e Twitter informaram que não responderiam mais a pedidos de informações relativas aos respetivos utilizadores solicitadas pela China ou pelas autoridades de Hong Kong. Por respeito às liberdades.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. Entretanto, nos EUA, o secretário de Estado, Mike Pompeo, anunciou esta semana que o país está a estudar banir a utilização de aplicações chinesas nas redes sociais, incluindo a Tik Tok. Justificação: a empresa compartilha informações dos utilizadores com o Governo de Pequim.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. As autoridades de Pequim negam qualquer ligação ou acesso a dados de utilizadores da companhia.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. Numa nota enviada à agência noticiosa Reuters, a empresa reafirmou que não tem prioridade maior do que “promover uma experiência segura dos utilizadores”. “Nunca fornecemos dados do utilizador ao Governo chinês, nem o faríamos se solicitados”, assegurou o CEO, Kevin Mayer, vindo da Disney.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. Desde os finais de 2019 que as forças armadas norte-americanas proibiram os militares de utilizarem a aplicação. Por razões de segurança nacional.

O relógio não para. Tik tok, tik tok. Primeiro a ZTE, depois a Huawei, agora a Tik Tok. Tudo empresas chinesas. Da área tecnológica. Sob forte ataque norte-americano. A guerra comercial decretada por Washington a Pequim é, também, isso mesmo. Um deve e haver de balanças comerciais. De dinheiro. Onde entra, convenientemente, o argumento da defesa das liberdades e dos direitos humanos. Mas é muito mais do que isso. Tem alcance longo. É poder. É uma nova luta pela hegemonia. Pela liderança mundial. O relógio não para. Tik tok, tik tok. A luta vai continuar…

*Editor Executivo do PLATAFORMA

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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