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Cuba denuncia silêncio dos EUA após ataque à embaixada em Washington

O silêncio do governo dos EUA após um ataque armado à Embaixada de Cuba em Washington DC é suspeito, disse o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, durante uma entrevista coletiva na terça-feira.

O ataque é “o resultado de uma política de discurso de ódio alimentada pelo atual governo dos EUA contra Cuba”, disse Rodriguez. As autoridades cubanas mostraram evidências de ligações entre o atacante e os grupos anti-Cuba de Miami.

Em 30 de abril, o americano cubano Alexander Alazo, armado com uma rifle AK-47, foi preso sob a acusação de agressão com intenção de matar, depois de abrir fogo na embaixada de Cuba em Washington DC. Cuba informou que nenhum dos dez diplomatas dentro da instalação foi ferido, mas danos materiais foram causados.

“Todos os estados devem proteger as missões diplomáticas de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas em 1961”, disse o presidente cubano Miguel Diaz-Canel no Twitter após o ataque. Até agora, as missões diplomáticas cubanas nos Estados Unidos sofreram mais de 20 ataques com 11 vítimas, segundo o Ministério de Relações Exteriores de Cuba.

A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, afastou-se de um desvio com Havana realizado por seu antecessor Barack Obama.

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