As receitas vindas dos grandes apostadores, um segmento conhecido em Macau como Jogo VIP, desceram 2.6% no segundo trimestre do ano, em termos anuais, e 18.8%, face aos três meses anteriores, de acordo com dados oficiais.
O bacará VIP, o Jogo que representa a totalidade do setor VIP na cidade, atingiu receitas de 15,9 mil milhões de patacas (1,72 mil milhões de euros) entre abril e junho, anunciou na quinta-feira a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau.
No mesmo período de 2025, as receitas das grandes apostas alcançaram 16,3 mil milhões de patacas (1,76 mil milhões de euros).
O valor agora registado representa também uma queda de 18.8% face ao primeiro trimestre de 2026, período em que as receitas deste segmento alcançaram 19,6 mil milhões de patacas (2,05 mil milhões de euros). No entanto, o Jogo VIP em Macau continua longe dos picos históricos atingidos antes da pandemia da covid-19.
Leia também: Macau reforça combate às apostas ilegais por telefone nos casinos. Como está a mudar a fiscalização
Em 2019, o bacará VIP representava 46.2% das receitas totais dos casinos de Macau. Mas, no segundo trimestre deste ano, ficou-se por uma fatia de 26.1%.
As grandes apostas foram afetadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em novembro de 2021.
O antigo diretor executivo da Suncity, Alvin Chau Cheok Wa, foi condenado, em janeiro de 2023, a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de Jogo emitidas em Macau.
O número de licenças tem vindo a recuperar e, de acordo com dados da DICJ, totaliza neste momento 29, embora permaneça aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50.
Também as receitas do Jogo mais popular em Macau, o bacará no chamado mercado de massas, caíram 1,2%, em termos anuais, no segundo trimestre de 2026, alcançando 35,2 mil milhões de patacas (3,8 mil milhões de euros).
Operam na região seis concessionárias – MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, – que renovaram, em dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2024.