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Morreu o cientista japonês Nobel da Medicina Susumu Tonegawa

O cientista Susumu Tonegawa, que foi o primeiro japonês galardoado com o Prémio Nobel da Medicina, morreu aos 86 anos, anunciou esta quinta-feira (16) o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), onde deu aulas durante mais de 40 anos

Lusa

Tonegawa (Nagoya, 1939), que em Portugal era membro do Conselho Científico da Fundação Champalimaud e membro do júri do Prémio António Champalimaud de Visão, morreu no sábado, sem que tenha sido revelada a causa da morte. Após um funeral privado, os restos mortais do cientista serão enterrados no cemitério de Quioto.

Além de ser galardoado com o Nobel em 1987, pela descoberta de um mecanismo genético para a produção de diversidade de anticorpos, recebeu numerosos prémios, incluindo a Medalha de Ouro do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, a maior instituição pública de investigação do país, em 2007.

O biólogo molecular desenvolveu investigações nas áreas da imunobiologia e da neurociência, nas quais o seu trabalho ajudou a revelar como o cérebro armazena recordações em forma de lembranças chamadas “engramas”.

Além de professor no MIT durante 44 anos, foi diretor-fundador do Instituto Picower para a Aprendizagem e a Memória, da mesma universidade, e diretor do Instituto RIKEN de Ciências do Cérebro, no Japão.

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“Poucos cientistas transformaram a nossa compreensão da biologia tão profundamente”, destacou a diretora do Instituto Picower, Myriam Heiman. “A sua influência na ciência e naqueles que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado é incalculável”, disse, citada no comunicado do MIT.

O Governo do Japão destacou que Tonegawa foi o primeiro japonês a receber o Nobel da Medicina, tendo dado “importantes contribuições para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia”, não só do Japão, mas a nível mundial.

Em Portugal, a Fundação Champalimaud reagiu à morte do cientista com “profunda tristeza”. “Para nós, Tonegawa não era apenas um gigante da ciência mundial. Era um amigo da casa”, afirmou a instituição numa mensagem hoje divulgada.

A fundação referiu que o cientista esteve presente desde os “primeiros e decisivos anos” da instituição, da qual foi “um dos arquitetos” do ADN científico. Nas palavras da presidente da fundação, Leonor Beleza, o cientista tinha “uma forma única” de olhar para os problemas: direta, corajosa e sempre à frente do seu tempo”.

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