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China e União Europeia reforçam diálogo, mas os principais litígios comerciais mantêm-se

Pequim convidou o comissário europeu para o Comércio e Segurança Económica para uma visita à China no outono, dando continuidade ao novo mecanismo bilateral de diálogo. A iniciativa procura preservar os canais de negociação numa altura em que persistem divergências sobre comércio, sanções e tecnologia

Lusa - China

A China convidou o comissário europeu para o Comércio e Segurança Económica para uma visita ao país no outono, no âmbito da segunda reunião do mecanismo de diálogo bilateral criado para resolver as tensões comerciais, anunciou esta quinta-feira (2) Pequim.

O convite surge após o primeiro encontro, realizado na segunda-feira, em Bruxelas, entre o comissário Maroš Šefčovič e o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, durante o qual ambos se comprometeram a manter abertos os canais de comunicação até outubro para evitar que os desacordos evoluam para uma guerra comercial.

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, confirmou o convite, numa conferência de imprensa regular, na qual apresentou também os resultados da primeira reunião.

He explicou que o mecanismo constitui um novo canal permanente de diálogo económico e comercial entre as duas partes, que acordaram realizar entre uma e duas reuniões ministeriais por ano.

Leia também: China cancela reuniões com a União Europeia. O que está a mudar na relação comercial entre Bruxelas e Pequim

O primeiro encontro centrou-se em áreas emergentes, como a inteligência artificial (IA), setores com potencial de cooperação e questões litigiosas, com o objetivo de promover um comércio mais equilibrado, através do seu crescimento e não da sua redução, segundo o porta-voz.

A aposta no diálogo surge após vários episódios que agravaram as tensões entre a China e a União Europeia nos últimos anos, marcados por investigações comerciais recíprocas, divergências em torno da guerra na Ucrânia e sanções impostas por Bruxelas a empresas chinesas por alegada colaboração com a Rússia.

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