Há 37 anos, a 4 de junho de 1989, os líderes chineses enviaram o Exército para dispersar os manifestantes concentrados na grande Praça Tiananmen, no centro de Pequim – um episódio que pôs fim a semanas de protestos contra a corrupção e exigindo reformas políticas.
Na altura, o Governo chinês classificou oficialmente as manifestações de Tiananmen como um “motim contrarrevolucionário” instigado por “uma pequena minoria de pessoas com intenções não-reveladas”. As autoridades justificaram o uso da força como necessário para pôr fim à “agitação política” e repor a ordem.
“Nenhuma censura pode apagar o passado”, declarou Marco Rubio na quarta-feira, em comunicado. “Aqueles que se sacrificaram para defender os seus direitos inalienáveis à liberdade de expressão e de reunião pacífica verão um dia justificada a sua causa”, acrescentou.
As declarações de Rubio “distorcem os factos históricos, difamam o sistema político e o percurso de desenvolvimento da China”, reagiu uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, numa conferência de imprensa regular.
A porta-voz instou-o a “acabar com as manobras de confrontação ideológica e com a ingerência nos assuntos internos da China sob o pretexto da democracia e dos direitos humanos”.