Os Serviços de Saúde de Macau afirmaram estar a acompanhar de perto a evolução da epidemia do vírus Ébola em algumas regiões de África, depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter classificado o surto como uma “Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional”.
A circulação de pessoas entre Macau e as regiões africanas afetadas é limitada e, até ao momento, não foi registado qualquer caso confirmado na RAEM, segundo as autoridades. Ainda assim, os Serviços de Saúde sublinharam que, devido à intensa mobilidade internacional, continuarão a avaliar “de forma prudente” a evolução da situação e a preparar medidas para prevenir eventuais casos importados.
No âmbito do controlo fronteiriço, Macau dispõe atualmente de um sistema de monitorização e quarentena para doenças transmissíveis nos principais postos de entrada, incluindo medição de temperatura corporal e avaliação do estado de saúde dos visitantes.
Face ao atual surto, os Serviços de Saúde anunciaram que irão reforçar o rastreio de passageiros provenientes das zonas afetadas ou que tenham passado por essas regiões. Caso sejam detetados casos suspeitos, os indivíduos serão encaminhados imediatamente para instituições médicas, onde serão submetidos a isolamento e exames complementares.
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As autoridades recordaram ainda que, no ano passado, foi realizado um simulacro conjunto entre os diversos serviços fronteiriços para testar a resposta a cenários relacionados com doenças transmissíveis, com o objetivo de assegurar uma coordenação rápida em situações de emergência.
No plano hospitalar, os Serviços de Saúde garantem que as instituições médicas de Macau têm capacidade para lidar com doenças transmissíveis de alto risco, incluindo instalações de isolamento e meios para realizar testes preliminares e tratamento clínico de casos suspeitos.
As autoridades sanitárias vão também atualizar as orientações dirigidas aos profissionais de saúde, apelando à atenção redobrada sobre o historial de viagens dos pacientes e ao cumprimento rigoroso das medidas de controlo de infeção.
Os Serviços de Saúde apelaram ainda à população para manter bons hábitos de higiene pessoal. Quem viajar para zonas afetadas deve evitar o contacto com animais selvagens e fluidos corporais de doentes.
As autoridades aconselham ainda que qualquer pessoa que regresse do estrangeiro e apresente sintomas como febre, vómitos ou hemorragias procure assistência médica rapidamente e informe os profissionais de saúde sobre o historial de viagem.
Os Serviços de Saúde acrescentaram que continuarão a manter contacto próximo com a OMS e com as autoridades sanitárias das regiões relevantes, ajustando as medidas de prevenção e controlo de acordo com a evolução da situação epidemiológica.