Esta notícia foi atualizada às 12:43 (GMT +8 – Macau).
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) detetou, numa inspeção aleatória regular de produtos alimentares, níveis excessivos da bactéria Clostridium perfringens numa amostra de um prato de arroz recolhida num estabelecimento de comida.
A bactéria Clostridium perfringens está amplamente presente no ambiente natural e encontra-se com frequência no intestino de seres humanos e animais. A sua contaminação está normalmente associada a cozedura deficiente, ou a alimentos que, apesar de cozinhados, sejam conservados a temperaturas inadequadas ou arrefecidos demasiado lentamente.
O consumo de alimentos com excesso desta bactéria pode provocar sintomas como febre, vómitos, dor abdominal e diarreia, entre outros.
Na sequência da situação, o IAM atuou de imediato, ordenando a suspensão da venda do alimento em causa e exigindo a reorganização dos processos de produção e tratamento até que cumpram os requisitos de segurança higiénica e sejam aprovados numa nova revisão e reanálise.
O Instituto determinou ainda que o responsável pelo estabelecimento assegure a participação dos trabalhadores em cursos de supervisão de higiene alimentar, com vista a reforçar a consciência sobre a importância da higiene no tratamento e produção de alimentos.
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A amostra em causa foi recolhida no “Healer Bar” (em chinês “心靈廚房”), situado na Travessa do Padre Soares, em Macau. O alimento analisado era um prato de arroz com cinco ovos cozidos moles e pá americana cozida em sous-vide. Após a deteção da situação, confirmou-se que o prato foi preparado e vendido diretamente no local, não tendo sido distribuído para outros estabelecimentos.
Além deste caso, o IAM detetou também níveis “insatisfatórios” da bactéria Listeria monocytogenes em dois pratos, “cha-siu (porco assado)” e “ganso assado com pimenta preta”, do estabelecimento Chan Kuong Kei, situado na Estrada de Adolfo Loureiro, em Macau.
As autoridades ordenaram a suspensão imediata da produção e venda dos produtos em causa, bem como a reorganização das condições de higiene ambiental e dos procedimentos de produção. O estabelecimento foi ainda instruído a proceder à limpeza e desinfeção dos equipamentos, instalações e utensílios até que os requisitos de segurança alimentar sejam cumpridos e confirmados através de nova inspeção.
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As duas amostras de alimentos assados recolhidas no Chan Kuong Kei apresentaram resultados classificados como “não satisfatórios”, de acordo com as “Orientações sobre Critérios Microbiológicos para Alimentos Prontos a Comer”. O IAM exigiu igualmente que os responsáveis providenciassem formação em supervisão sanitária alimentar aos trabalhadores, de forma a reforçar as práticas de higiene no tratamento e produção de alimentos.
Já as bactérias do género Listeria conseguem sobreviver e reproduzir-se a baixas temperaturas, embora possam ser eliminadas através de aquecimento adequado. O consumo de alimentos contaminados pode causar febre, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, vómitos e diarreia. Pessoas com o sistema imunitário mais frágil, como recém-nascidos e idosos, podem sofrer complicações graves.
Para reduzir os riscos de segurança alimentar, o IAM apela ao sector para que cumpra rigorosamente os requisitos de higiene e segurança alimentar, com especial atenção à higiene ambiental e pessoal, à correcta conservação e produção dos alimentos e ao controlo permanente da temperatura. As autoridades recomendam ainda que alimentos crus e cozinhados sejam armazenados e tratados separadamente, de forma a evitar contaminação cruzada.