A primeira fase corresponde à adaptação do complexo Dezhi Plaza, em Hengqin, para acolher instalações provisórias de ensino e investigação da Universidade de Macau (UM), da Universidade Politécnica de Macau (UPM) e da Universidade de Turismo de Macau (UTM). O espaço começará a funcionar a 17 de agosto e deverá receber cerca de 1.400 estudantes no primeiro ano letivo, segundo a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).
As instalações incluem salas de aula, laboratórios, residências universitárias, cantinas, áreas de estudo e espaços de apoio aos estudantes. A conclusão desta fase permitirá que as três instituições iniciem programas de pós-graduação em Hengqin antes da entrada em funcionamento dos novos campus definitivos, de acordo com a DSEDJ.
O desenvolvimento da Cidade Universitária está dividido em três fases. A segunda prevê a construção do novo campus da Universidade de Macau, cuja obra arrancou em dezembro de 2025. O projeto deverá entrar parcialmente em funcionamento em 2028 e ficar concluído em 2029, segundo o Governo da RAEM e a Universidade de Macau.
O novo campus da UM terá cerca de 831 mil metros quadrados de área bruta de construção e acolherá, entre outras, as faculdades de Medicina, Engenharia, Ciências da Informação e Computação e Design, além de plataformas de investigação multidisciplinar. Segundo a Universidade de Macau, a expansão pretende reforçar a investigação científica, a cooperação com a indústria e a formação de talento internacional.
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A terceira fase contempla a construção dos campus permanentes da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau. De acordo com informações anteriormente divulgadas pelo Governo da RAEM, as obras deverão iniciar-se em 2027 e a conclusão está prevista para 2030.
Quando todas as fases estiverem concluídas, a Cidade Universitária deverá funcionar como um polo integrado de ensino superior e investigação na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O projeto pretende criar condições para programas conjuntos com universidades estrangeiras, novas plataformas de investigação e maior articulação entre ensino, inovação e desenvolvimento industrial, segundo o Governo da RAEM.
Além da construção física dos novos campus, permanecem por concretizar a transferência gradual das atividades académicas para as instalações permanentes, a expansão da oferta de cursos e a criação das plataformas de cooperação internacional previstas para a Cidade Universitária. Estas etapas deverão ser desenvolvidas à medida que as diferentes fases do projeto forem concluídas, de acordo com o calendário divulgado pelas autoridades.