Os Serviços de Saúde reduziram de 12 para três o número de países sujeitos a medidas reforçadas de controlo sanitário à entrada de Macau, após uma reavaliação do risco associado ao vírus Ébola.
A partir de 5 de agosto, apenas viajantes provenientes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, ou titulares de documentos de viagem emitidos por estes países, ficam sujeitos a medidas adicionais nos postos fronteiriços de Macau.
Segundo os Serviços de Saúde, os passageiros que tenham estado num destes três países nos 21 dias anteriores à entrada em Macau serão alvo de inquéritos de saúde, avaliação de risco e rastreio pelas equipas de vigilância sanitária. Quem apresentar sintomas compatíveis com a doença será encaminhado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação clínica, enquanto os restantes ficarão sujeitos a acompanhamento do estado de saúde.
Em contrapartida, foram levantadas as medidas específicas anteriormente aplicadas a viajantes provenientes do Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, República do Congo e Burundi.
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Nestes casos, passam a vigorar apenas os procedimentos habituais de controlo sanitário nas fronteiras, incluindo a medição da temperatura corporal e eventual encaminhamento para avaliação médica caso sejam detetados sintomas. Deixa igualmente de ser exigido o acompanhamento da saúde durante 21 dias após a entrada em Macau.
Os Serviços de Saúde indicam que continuarão a acompanhar a evolução da situação epidemiológica internacional e a ajustar as medidas de prevenção sempre que necessário.
A autoridade de saúde recomenda ainda que os residentes evitem deslocações às zonas afetadas pelo vírus Ébola. Quem viajar para esses países deve adotar medidas de proteção, como evitar o contacto com pessoas infetadas ou suspeitas de infeção, com sangue e outros fluidos corporais, bem como com animais selvagens ou respetivos cadáveres, e não consumir carne de caça insuficientemente cozinhada.
Os Serviços de Saúde aconselham também os viajantes provenientes de regiões afetadas a vigiar o seu estado de saúde durante 21 dias após o regresso a Macau. Em caso de febre, diarreia, vómitos, erupções cutâneas ou hemorragias, devem procurar assistência médica de imediato e informar os profissionais de saúde sobre o historial recente de viagens.