A assembleia-geral extraordinária do canal Conta Lá foi suspensa esta quinta-feira (6) e será retomada a 12 de agosto, para permitir que Paulo Rego reúna um grupo de investidores capaz de viabilizar o plano de recuperação da empresa e assegurar o pagamento da dívida, adiantou um acionista à agência Lusa.
A reunião decorreu durante cerca de três horas. O primeiro ponto da ordem de trabalhos, relativo ao aumento de capital, com prémio de emissão de ações e prestações suplementares, foi aprovado. A discussão foi interrompida durante a análise do segundo ponto, referente ao plano de reestruturação da empresa.
Segundo a mesma fonte, Paulo Rego, diretor-geral do PLATAFORMA e antigo diretor-adjunto da Lusa, apresentou um plano de recuperação e manifestou interesse em integrar o projeto do canal.
O principal obstáculo à reestruturação continua a ser o passivo da empresa, estimado em cerca de quatro milhões de euros. Entre os credores encontram-se a Ibertelco, responsável pela distribuição do sinal do Conta Lá junto dos operadores, a Autoridade Tributária e a Segurança Social. De acordo com a fonte, a Ibertelco já informou a empresa de que a dívida deverá ser regularizada até ao final deste mês.
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Contactado pela Lusa, Paulo Rego remeteu declarações para depois da conclusão da assembleia-geral. Na reunião participaram acionistas maioritários, pequenos acionistas – incluindo trabalhadores – e outros investidores. Entre os presentes esteve também Luís Mira, da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), uma vez que a organização integra a estrutura acionista da holding Ruralmedia.
Durante a assembleia, Paulo Rego referiu que o PLATAFORMA mantém uma rede de parceiros internacionais e revelou que já tinham existido contactos exploratórios com o Conta Lá. Classificou o projeto como “interessante” e afirmou que o objetivo prioritário passa por resolver a situação financeira da empresa.
Segundo a mesma fonte, Paulo Rego mostrou-se disponível para participar no esforço de pagamento da dívida, desde que seja possível reunir outros investidores para suportar o plano de recuperação. A assembleia foi, por isso, suspensa durante uma semana, para permitir a procura de financiamento adicional.
Entretanto, continuam a ser equacionados vários cenários para garantir a viabilidade da empresa, incluindo um despedimento coletivo que reduziria o número de trabalhadores de cerca de 100 para 50, ou a implementação de um regime de lay-off parcial, mantendo alguns funcionários em regime de trabalho a tempo inteiro.