Um adolescente de 14 anos matou os avós antes de abrir fogo na escola secundária que frequentava, na província tailandesa de Nonthaburi, nos arredores de Banguecoque, provocando a morte de seis pessoas e ferindo pelo menos 15. Entre as vítimas mortais estão três alunos e três professores. O autor do ataque também morreu, embora as autoridades ainda não tenham esclarecido as circunstâncias.
Segundo a polícia tailandesa, o jovem apoderou-se de uma pistola pertencente ao avô e matou primeiro os dois familiares na respetiva residência.
Depois, dirigiu-se à escola secundária onde estudava e abriu fogo contra alunos e professores, provocando um dos mais graves ataques armados registados recentemente num estabelecimento de ensino da Tailândia.
As autoridades confirmaram que morreram três estudantes e três docentes. Pelo menos 15 alunos ficaram feridos enquanto tentavam fugir do edifício.
O alegado atirador morreu após o ataque, mas as autoridades ainda não esclareceram se foi abatido pelas forças de segurança ou se tirou a própria vida.
A polícia continua a investigar a motivação do crime e o percurso seguido pelo adolescente antes de chegar ao estabelecimento de ensino.
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Testemunhas descrevem momentos de pânico
O ataque gerou momentos de caos no interior da escola, levando alunos e professores a refugiarem-se nas salas de aula até à chegada das forças de segurança.
Uma estudante contou à comunicação social local que ouviu sucessivos disparos vindos do piso superior do edifício. “Conseguia ouvir os cartuchos a cair no chão e o som do metal. Foi um momento aterrador”, relatou.
Outra aluna afirmou que sabia apenas que o suspeito era mais novo do que ela e manifestou surpresa pelo facto de um adolescente ter conseguido acesso a uma arma de fogo.
Governo promete investigação
O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, classificou o ataque como uma tragédia e apresentou condolências às famílias das vítimas. “É um incidente terrível. Isto nunca deveria ter acontecido”, declarou.
O chefe do Governo garantiu que será conduzida uma investigação para apurar todas as circunstâncias do ataque e voltou a defender o controlo sobre a posse de armas de fogo.